domingo, 11 de novembro de 2012

FILME / MOVIE / CINÉMA: A Vida de Outra Mulher / La Vie d'une Autre



É um romance com pitadas de drama que tem um sabor interessante ao retratar a história de Marie Speranski encarnada com habilidade e talento por Juliette Binoche (dispensa apresentações) que num belo dia, precisamente depois de 15 anos, acorda e se dá conta de que perdeu a memória, ou seja, cristalizou as lembranças quando ela tinha 25 anos de idade.

E daí? aos poucos descobre que está casada com o charmoso e milionário cartunista Paul Speranski, vivido com desenvoltura por Mathieu Kassovitz e tem um filho Adam (Yvi Dachary-Le Béon)  de 10 anos.

Isso é pouco ao perceber que também se tornou uma executiva de sucesso e comanda negócios milionários nas empresas investidoras do sogro, e que também não se lembra das suas atividades do cotidiano, senhas dos cartões de crédito, dentre outras tantas atribuições e compromissos de trabalho e pessoais.

O mundo ao seu redor desmoronou, literalmente, a impressão que ela tem é que está vivendo a vida de outra mulher, deduz-se o título do filme, vindo a perceber que  se afastou totalmente da vida em família.

Então, a poderosa decide se redescobrir e reconquistar a sua própria vida, inclui marido e filho, que tinha ficado pra trás.

Diante da complexidade dos sentimentos envolvidos e das escolhas e consequentes rumos tomados pela protagonista, o espectador se enche de indagações ao longo da trama e se sente estimulado a saber qual será o desfecho.

O roteiro permite reflexões e o final, previsível ou não, combina com as palavras  tentativa  X possibilidade.

A agradável e charmosa trilha sonora é assinada por André Dziezuk e as belas fotografias são de Thierry Arbogast.

Escrito e dirigido por Sylvie Testud. França/Bélgica/Luxemburgo/2012.



quinta-feira, 8 de novembro de 2012

FILME / MOVIE: A Arte de Amar / L’art d’aimer




É uma comédia interessante e divertida, dividida em cinco histórias cujos personagens não se conhecem e se cruzam ao acaso, no momento em que se apaixonam são movidos por uma música que toca intimamente. 

A narrativa aborda a infidelidade nos relacionamentos com naturalidade e muita graça, pontuadas com situações bizarras e engraçadas como a amiga que empresta o namorado para outra amiga que não faz sexo há muito tempo ou até mesmo a amiga que se passa pela outra durante o sexo, que se passa no escuro, para não ser infiel ao marido e até mesmo o casal que se ama muito, mas decide que os dois devem trair na mesma noite para enfrentarem juntos as dores da infidelidade.

São essas situações atípicas que movem o ritmo da narrativa e dão o tom de humor eficiente para que o espectador aprecie e encare com naturalidade os sentimentos como as frustrações e os desejos não realizados.

Tudo isso realçado com um elenco de peso como François Cluzet, lê-se Intocáveis, Julie Depardieu, Judith Godrèche, Ariane Ascaride e tantos outros.

O roteiro recebeu premiação no Festival de Montreal, no Canadá. 

Como curiosidade, o título do filme é uma referência ao livro do poeta Ovide,  L’Art d’Ammer que é um manual de seção de sedução dividido em 3 volumes.

A direção é de Emmanuel Mouret,lê-se Faça-me Feliz. França/2011.




terça-feira, 6 de novembro de 2012

FILME / MOVIE: E se Vivêssemos todos juntos? / Et si on vivait tous ensemble?




É uma comédia francesa levemente dramática ao tratar de um assunto pouco explorado nas telonas, mas que tem conquistado espaço e simpatia pelo tema delicado e valioso que é a terceira idade.

O filme conta a história de cinco amigos que se conhecem há mais de 40 anos e começam a enfrentar os desafios e problemas da velhice, então eles decidem se juntar numa espécie de comunidade com vínculos afetivos.

Aos poucos vamos conhecendo a turma: o solteirão Claude (Claude Rich), os casais Jeanne (Jane Fonda) e Albert (Pierre Richard) e Annie (Geraldine Chaplin) e Jean (Guy Bedos), que para sorte deles, o jovem alemão Dirk (Daniel Brühl) se une ao grupo como cuidador e para desenvolver uma pesquisa sobre o envelhecimento da população na França.

Situações engraçadas e os diálogos interessantes dão o tom do humor e ameniza o clima saudosista e sentimentalista que compõem as histórias individuais.

O longa cativa o espectador que acompanha o desenrolar da delicada trama com interesse e cuidado no entendimento do complexo universo da terceira idade.

Elenco de grandes atores e atrizes que vivem idades semelhantes na vida real, fato que retrata as situações com mais realismo.

 A direção e o roteiro são de Stéphane Robelin.  França/Alemanha/2012.



segunda-feira, 5 de novembro de 2012

FILME / MOVIE: 007 – Operação Skyfall / Skyfall




É mais uma história envolvendo o espião mais charmoso e esperto Bond, James Bond, encarnado mais uma vez magistralmente por Daniel Craig, e que trata do roubo de um HD contendo preciosas informações confidenciais  sobre a identidade de diversos agentes infiltrados em células terroristas espalhadas pelo mundo.

O super agente 007 é convocado para atuar nas investigações da arriscada missão, o que gera uma série de sequências de perseguições, ações, tiros, “mentirinhas” eletrizantes e várias situações altamente perigosas.

Numa delas, a perseguição se dá em cima de um trem cujo objetivo é  impedir que o disco seja levado pelo agressor.  A presidente do Comitê de Segurança e Inteligência M, interpretada por Judi Dench ordena que a agente Eve (Naomi Harris) dispare contra o terrorista, mesmo sabendo que o tiro pode atingir Bond.

E de fato atinge. James é dado como morto pelo governo britânico. Ele então passa a viver como tal, até que um dia, assiste pela TV o ataque terrorista à sede da agência M16, em Londres, matando várias pessoas.

Ele decide se apresentar a M e voltar para pegar o responsável pelo crime, apesar de estar muito magoado pelo disparo sofrido.

E nas buscas, depara-se com o terrível Raoul Silva, vivido com desenvoltura e habilidade por Javier Bardem que na sua incansável jornada de vingança, deixa um rastro de mortes e destruições.

O espectador embarca nessa loucura contagiante e se diverte com as cenas de perseguições, como exemplo a sequência das motos nos telhados de Istambul.

Vale ressaltar a trilha sonora assinada por Thomas Newman, com destaque para a canção tema “Skyfall” composta e cantada por Adele.

Ponto para o diretor de fotografias Roger Deakins, lê-se Um Sonho de Liberdade e Onde os Fracos não Têm Vez.

Este é o 23º filme da franquia de James Bond. As filmagens foram realizadas na Inglaterra, China, Escócia e Turquia. O orçamento foi em torno de US$ 200 milhões.

A direção é de Sam Mendes. EUA / Reino Unido / 2012.


Diretor Sam Mendes


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Filme / Movie: Gonzaga - De Pai pra Filho




É a cinebiografia de dois inesquecíveis ícones da Música Popular Brasileira Luiz Gonzaga (1912-1989), conhecido como o Rei do Baião e seu filho Gonzaguinha (1945-1991) que juntos protagonizaram uma vida com muitas histórias para contar e chorar.

É a trajetória da vida do sanfoneiro Luiz Gonzaga, nascido na cidade de Exu, interior de Pernambuco que sai do lugarejo em busca de novos horizontes e melhores condições de vida. Na virada do destino, conhece Odaléia, encarnada por Nanda Costa e como fruto de uma relação conturbada, nasce Gonzaguinha.

O então Gonzagão pensando em dar uma vida decente e um futuro tranquilo para o menino, entrega-o aos cuidados de amigos no Rio de Janeiro e sai em busca do sucesso.

A distância dificultou a relação e compreensão entre ambos, potencializada pela forte personalidade dos dois e a narrativa com muita propriedade se baseia nessa relação conflituosa entre pai e filho que durou praticamente a vida inteira para revelar as feridas mal curadas de um amor incompreendido e sofrido.

O espectador embarca e se comove com a vida embaraçada dos personagens sem emitir julgamento, apenas tenta compreender os problemas e os dramas individuais que compõem a história.

No filme, Luiz Gonzaga é encarnado por três atores nas suas diferentes fases de vida: Land Vieira (dos 17 aos 23 anos), Nivaldo Expedito de Carvalho, o Chambinho do Acordeon (dos 27 aos 50 anos) e Adélio Lima (aos 70 anos). Apenas os dois últimos tem origens artísticas na música. E Gonzaguinha é interpretado com habilidade e desenvoltura por Júlio Andrade na fase adulta.

O longa agrada e emociona o espectador, que sem querer, acaba tornando cúmplice de duas histórias sofridas e desencontradas. Vale a pena conferir.

A direção é de Breno Silveira, lê-se "Dois Filhos de Francisco". Brasil/2011.