sexta-feira, 10 de maio de 2013

Camille Claudel – A Arte Silenciada


Foto/Imagem; Divulgação

Nascida Camille Athanaïse Cécile Cerveaux Prosper (1864-1943), batizou o nome artístico de Camille Claudel, teve seu talento de escultora revelado desde cedo, na infância, produzindo esculturas de ossos e esqueletos com impressionante exatidão.

Aos 17 anos seguiu seu sonho e foi para Paris, ingressando na Academia Colarossi, uma escola que formava artistas escultores.

Seguindo a trilha, seu primeiro mestre foi Alfred Boucher e depois foi aprendiz de Auguste Rodin, o que fez como que eles se tornassem muito próximos, o que permitiu uma total identificação dos trabalhos, confundindo as artes.

Entre altos e baixos na relação professor X aluna e sua forte personalidade, em sua trajetória artística, percebe-se claramente a autonomia em suas obras no período de 1880-94 e a ruptura completa com o mestre é marcada e contada pela famosa obra “A Idade Madura / L’Age Mür “ – Museu d’Orsay.

E na trajetória pessoal passou por dificuldades, solidão e abandono, acentuando mais ainda depois de 1905 por conta das crises severas, levando a loucura. Culminou em 10/03/1913, quando foi internada no manicômio, explodiu a 1ª Guerra Mundial e ela foi transferida para Villeneuve-lès-Avignon, onde faleceu aos 79 anos de idade, após 30 anos de internação. Palmas para a grandiosidade e força de um talento.

Camille em seu trabalho / antes de 1930
"A Idade Madura" (1988-1902)


Paramount Pictures: 100 Anos de Cinema




A produtora e distribuidora cinematográfica Paramount Pictures Corporation, fundado em 07/06/1912, comemorou o centenário de nascimento em 2012, confundindo-se com a própria história do cinema.

Tudo começou com o húngaro Adolf Zukor que, por ser proprietário de um cinema em N.Y., deu os primeiros passos com a conquista do direito de distribuir nos Estados Unidos os quatro rolos da produção “Queen Elizabeth”, em 12/07/1012.

A partir daí, não parou mais e, em 1927, comemorava o primeiro Oscar. O filme mudo “Wings” sobre pilotos de caça da 1ª Guerra Mundial ficou 63 semanas em cartaz, levando a estatueta de Melhor Filme.

Foi na década de 40 que a Paramount viveu a sua “Era de Ouro”, quando teve o maior faturamento já registrado por um estúdio hollywoodiano, acumulando Oscars com “Going My Way” e “The Lost Weekend”, por exemplo.

De lá para cá, não parou mais o número de sucessos, contabiliza mais de 900 títulos. Clássicos produzidos entre os anos 60 e 70, como Bonequinha de Luxo, a primeira versão de Romeu e Julieta e Chinatown, de Roman Polanski, fazem parte da lista.

A década de 80 foi marcada com Jornada nas Estrelas, Sexta-Feira 13, Top Gun-Ases Indomáveis, Ghost, Grease – Nos Tempos da Brilhantina, Flashdance, entre outros.

Nos anos 90, produções como Forrest Gump e Coração Valente deram o tom e a partir de 2000 consolida-se com O Curioso Caso de Benjamim Button, Indiana Jones, Kung Fu Panda, entre outros.

O 100º aniversário vem também acompanhado de outros empreendimentos de entretenimentos, como a MTV Films, a Paramount Home Entertainment e Nickelodeon Movies, além de ser a distribuidora oficial dos quadrinhos de heróis da Marvel e a principal produtora de DreamWorks Animation, um dos maiores estúdios de animação do mundo.

Logo 1914

 
Logo 1941 - 1950

 
Logo 1968 - 2011
 
90º Aniversário


quinta-feira, 9 de maio de 2013

FILME / CINÉMA: Camille Claudel, 1915



É a cinebiografia da escultora francesa Camille Claudel (1864-1943), baseada nas cartas de Paul (seu irmão) e Camille e nos registros médicos da artista, nos últimos 30 anos que ficou internada no manicômio, até sua morte, aos 79 anos incompletos.

O filme se detém na vida reclusa de Camille encarnada com habilidade por Juliette Binoche, ao ser internada pela família num manicômio no sul da França, a completa solidão, o cárcere privado a que foi submetida, sem nunca mais poder exercer a sua arte. 


Nas correspondências trocadas com o irmão Paul Claudel, interpretado por Jean-Luc Vincent, Camille retrata a penosa vida no hospício e as dificuldades de ter de conviver com os internos, seus gritos e expressões, além do total isolamento e abandono.


O propósito é radiografar os últimos 30 anos e mostrar ao espectador a angústia, o tédio e o sofrimento de seus dias, silenciada em sua arte, enfraquecida em suas emoções e enlouquecida em suas ideias.


O longa é forte e cruel, incomoda e comove. Vale ressaltar o trabalho da direção de arte e as grandes atuações de Juliette Binoche e Jean-Luc.

Escrito e dirigido por Bruno Dumont. França/ 2013.


terça-feira, 7 de maio de 2013

FILME / CINÉMA: Aconteceu em Saint-Tropez / Des gens qui s’embrassent




É uma comédia romântica, levemente dramática que gira em torno dos irmãos Roni (Kad Merad) e Zef (Eric Elmosnino) e suas diferenças, gerando conflitos nos campos de trabalho, escolhas pessoais, religião, condução da vida, entre outros.


O “clima” entre eles tende a piorar quando Roni marca o casamento de sua filha e, por uma desastrosa coincidência, Zef decide enterrar a sua mulher nesse mesmo dia.

A inusitada situação das famílias em torno do casamento e do funeral agravará ainda mais os conflitos existentes e, a partir desse ponto, fatos inesperados ocorrerão, desencadeando situações ora engraçadas, ora complicadas, ora dramáticas, salpicadas com pitadas de humor e reviravoltas de amor.

O filme agrada o espectador pelas trapalhadas cômicas e confusões geradas pelos encontros e desencontros familiares e amorosos.


Presenças marcantes de Monica Bellucci, Lou de Laâge, Clara Ponsot e Ivry Gitlis.

A direção competente é de Danièle Thompson. França / 2012.




sexta-feira, 3 de maio de 2013

FILME / MOVIE: O Substituto / Detachment



Todo mundo tem sua história, essa é a do professor Henry Barthes encarnado por Adrien Brody que possui habilidades de lidar com jovens adolescentes, em razão disso, cada turma de escola que ensina, consegue desenvolver empatia com os alunos e consequentemente, mudar “algo” no íntimo de cada um, pelo menos tenta.

Por opcão, questões pessoais e para não criar vínculos afetivos, ele decidiu ser o substituto (título do filme) em escolas que ficam sem docentes temporariamente.

Numa nova missão, Henry é colocado em uma escola pública, cheia de alunos problemáticos, rebeldes e agressivos, o que se torna um novo desafio, já que percebe de imediato as carências afetivas dos alunos e a possibilidade de fazer algo por eles.

Em outro contexto, ele conhece a jovem Erica (Sami Gayle) e percebe também a necessidade de ajudá-la a resgatar a autoestima e sair das ruas.

E numa situação mais pessoal e íntima, passa a ter afinidades com uma colega de trabalho e também educadora.

Nesse tripé emocional, o longa caminha com desenvoltura, cativa pela sensibilidade e convence pela diversidade e complexidade de temas comportamentais, como abuso infantil, suicídio, crises emocionais, distúrbios de comportamentos, escolhas, amores não correspondidos, desajustes familiares, entre outros.

Além de um rico universo a ser descortinado sobre a vida de Henry, levando em conta um passado complicado e sofrido que o vem atormentando e influenciando na forma de lidar com a vida e as pessoas.

Outro ponto positivo é a construção do roteiro, a estética e as inserções gráficas pontuando situações do própro enredo. Muito interessante.

A direção é de Tony Kaye, lê-se “A Outra História Americana “ (1998). EUA/ 2011.