sexta-feira, 2 de março de 2012

FILME / MOVIE: A Dama de Ferro / The Iron Lady


É a cinebiografia de Margaret Hilda Thatcher, nascida em 13/10/1925 na Inglaterra, atualmente com 86 anos.
Encarnada por Meryl Streep, o filme retrata a vida de uma mulher que exerceu grande poder, prestígio e respeito em um mundo de muitos preconceitos e dominado essencialmente por homens. Escreveu seu nome de maneira definitiva na história do Reino Unido.

Através da narrativa vamos conhecendo essa mulher de personalidade forte, decidida, determinada, cheia de ideais e pensamentos de vanguarda, advogada de profissão, dotada de boa retórica e frases de efeito.

Desde adolescente, foi influenciada por seu pai que era ativo na política local e, seguindo seus conselhos, buscou o caminho da vitória, ingressou na vida pública e política, liderou o Partido Conservador e assumiu o status de Primeira-Ministra Britânica (a única mulher no posto até hoje) e saiu vitoriosa.

Em 1975 foi eleita líder do Partido Conservador sendo a primeira mulher a liderar um dos principais partidos do Reino Unido e em 1979 se tornou a primeira mulher a ser Primeira-Ministra.

Durante o seu mandato (1979-1990) enfrentou episódios que marcaram sua trajetória, como os conflitos com a Argentina, a falada Guerra das Malvinas, as altas taxas de desemprego, o IRA, tributos e a impopularidade. Seu sucessor foi John Major.

Adotou medidas recessivas e impopulares para combater e recuperar o país da recessão econômica causada pela crise do petróleo no final da década de 70, ocasionando uma baixa popularidade, mas obtendo uma rápida recuperação econômica, conseguindo reduzir a inflação e melhorar a cotação da libra esterlina.

O filme é um retrato da vida de uma mulher que foi denominada “Dama de Ferro” pela segurança com que atuava no cargo, por ter sobrevivido a uma tentativa de assassinato em 1984, por sua dura oposição aos sindicatos e sua forte crítica à União Soviética.

E em tempos atuais, luta para combater as alucinações que a perseguem e são através de suas lembranças e delírios é que vamos conhecendo e admirando essa importante e no mínimo interessante figura.

Vale ressaltar a atuação brilhante de Meryl Streep que cada vez mais se supera e mais uma vez sai vitoriosa nesse filme ganhando o Oscar de Melhor Atriz.

A direção é da britânica Phyllida Lloyd. Inglaterra / França/2012. Vale a pena conferir. Imperdível.


quinta-feira, 1 de março de 2012

FILME / MOVIE: À Beira do Abismo / Man on a Ledge


É um thriller psicológico e policial de ação e suspense que se desenrola no centro de N.Y. e tem como mira o ex policial Nick Cassidy (Sam Worthington) procurado pela justiça e acusado de roubar o maior diamante, por conta disso, está preso, mas seu objetivo é provar a sua inocência (?)! então, resolve se matar pulando do alto de um prédio...

A narrativa se concentra na história de Nick que após sair da cadeia para o enterro do pai e não mais retornar, passa a ser considerado fugitivo. Por conta disso, ele arma um plano que consiste na tentativa de suicídio para despistar a polícia de uma outra ação que é o roubo do diamante pois acredita que só assim conseguirá provar a sua inocência e para isso, conta com a ajuda do irmão Joey Cassidy (Jamie Bell) e da namorada para executar o plano. Imagina que conseguirá esclarecer o que ocorreu e dar nomes (?)  aos verdadeiros responsáveis.

A polícia da cidade se mobiliza para impedir a tentativa de suicídio, levando a policial psicóloga Lydia Anderson (Elizabeth Banks) requisitada pelo próprio Nick. E nesse jogo de cena, ela percebe que algo maior está por trás de tudo … o que será???

O filme é capaz de prender a atenção do espectador e dá a sua contribuição crítica para o exagerado jornalismo sensacionalista. Só assistindo esse movimentado longa para conferir a trama.

A direção é de Asger Leth. EUA / 2012.

 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

FILME / MOVIE: Tão Forte e Tão Perto / Extremely Loud and Incredibly Close


 
É um drama que conta a história de Oskar Schell (Thomas Horn) um garoto de 11 anos que após a morte de seu pai Thomas Schell (Tom Hanks) no atentado de 11/09/2001 nas Torres Gêmeas, tudo muda em sua vida e na de sua mãe Linda (Sandra Bullock).

Vamos conhecendo Oskar, um menino culto, inteligente, esperto e determinado, muito apegado ao pai, gosta de aventuras, é inventor amador e tocador de tamborim. Um ano após a morte de seu pai, a “ferida” da dor da perda ainda está aberta e num certo dia, ao explorar o armário e os pertences dele, derruba e quebra um pequeno vaso azul e dentro do mesmo encontra um envelope escrito apenas a palavra “Black”, ao abrir, depara-se com uma chave.

A partir daí, inicia um arrojado plano de ação a começar por uma longa lista telefônica (417 pessoas) e com ele embarcamos (?) em uma cansativa excursão por N.Y. em busca de uma fechadura que se encaixe na tal chave misteriosa e consequentemente possa localizar a pessoa e finalmente desvendar o mistério. Ufa!!! essa longa jornada secreta fará com que Oskar faça novas descobertas, inclusive familiares.

É aí que conhecemos o misterioso inquilino de sua avó, o sr. Max Von Sydow (bela atuação), que sem dizer uma só palavra, consegue se expressar de forma convincente e será o companheiro de pesquisas e de aventuras de Oskar.

O filme é tocante e emociona ao ver o menino em uma busca desesperada por respostas e a superação para resolver o mistério e resgatar o compromisso com o pai, que exerceu um papel muito importante e forte em sua vida. Só assim, está conseguindo se libertar dos “fantasmas do passado”e o espectador percebe que ele não está só, apesar de assim parecer … e se toca com a luta desesperada da mãe para reconectar-se com o filho. Bela lição de amor.

Esse longa concorreu ao Oscar de Melhor Filme e é uma adaptação do livro homônimo “Extremamente Alto e Incrivelmente Perto” de Jonathan Safran Foer.

A trilha sonora é de Alexandre Deplat, lê-se “O Discurso do Rei”, o figurino é de Ann Roth, lê-se “O Paciente Inglês” e o roteiro é de Eric Roth, lê-se “Forrest Gump-O Contador de Histórias e O Curioso Caso de Benjamin Button”.

A direção é do britânico Stephen Daldry, lê-se O Leitor, Billy Elliot, As Horas. EUA/ 2011. Vale a pena conferir.



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Vencedores do Oscar 2012



Nesse milionário “clima de apostas” envolvendo a 84ª Edição do Oscar organizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood que aconteceu neste domingo (26) no Hollywood and Highland Center (ex Kodak Theatre) que premiou os melhores do cinema em diversas categorias foi apresentado por Billy Cristal, que pela nona vez se encarregou da solenidade.

A produção franco-belga O Artista foi o grande vencedor da noite tendo recebido cinco dos principais prêmios. O filme foi dirigido por Michel Hazanavicius e recebeu os prêmios de Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Diretor, Melhor Figurino e Melhor Trilha Sonora Original.

A Invenção de Hugo Cabret indicado para 11 prêmios, também recebeu cinco, considerados “técnicos”. O filme de Martin Scorsese recebeu os prêmios Direção de Arte, Edição de Som, Fotografia, Mixagem de Som e Efeitos Visuais.

O francês Jean Dujardin venceu na categoria Melhor Ator, desbancando George Clooney, Brad Pitt, Gary Oldman e Demián Bichir.

A Melhor Atriz foi Meryl Streep que ganhou o Oscar por sua atuação em “A Dama de Ferro”, onde interpretou a ex Primeira-Ministra Britânica Margareth Thatcher. Meryl também conseguiu a sua terceira estatueta, sendo a segunda de melhor atriz. 

Quem também mereceu aplausos da plateia foi Christopher Plummer, escolhido o Melhor Ator Coadjuvante por "Toda Forma de Amor". 

Outro momento de emoção foi com Octavia Spencer, ela recebeu das mãos de Christian Bale o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, por seu trabalho em "Histórias Cruzadas", e ao ter seu nome anunciado, foi aplaudida de pé por todos os presentes, chorando bastante, ela agradeceu muito a seus familiares.

Woody Allen foi premiado pela autoria de Melhor Roteiro Original de "Meia-Noite em Paris”, alcançando, assim, o tricampeonato na categoria. As conquistas anteriores foram pelos textos de "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" (1977) e "Hanna e Suas Irmãs" (1986). Ele não estava presente na Cerimônia e quem recebeu seu novo Oscar foi Angelina Jolie, apresentadora do prêmio.

Confiram abaixo os vencedores do 84º Oscar 2012:

Melhor Filme – O Artista
Melhor Diretor – Michel Hazanavicius (O Artista)
Melhor Ator – Jean Dujardin (O Artista)
Melhor Atriz – Meryl Streep (A Dama de Ferro)
Melhor Ator Coadjuvante – Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)
Melhor Atriz Coadjuvante – Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)
Melhor Roteiro Original – Meia-Noite em Paris  (Woody Allen)
Melhor Roteiro Adaptado – Os Descendentes   (Alexander Payne)
Melhor Filme de Animação – Rango
Melhor Curta de Animação – The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore
Melhor Direção de Arte – A Invenção de Hugo Cabret
Melhor Fotografia – A Invenção de Hugo Cabret
Melhor Figurino – O Artista
Melhor Documentário – Undefeated
Melhor Documentário Curta-Metragem – Saving Face
Melhor Edição/Montagem – Milleniun: Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Melhor Filme Estrangeiro – A Separação
Melhor Curta-Metragem – The Shore
Melhor Maquiagem – A Dama de Ferro
Melhor Trilha Sonora – O Artista
Melhor Canção – Man or Muppet
Melhor Edição de Som – A Invenção de Hugo Cabret
Melhor Mixagem – A Invenção de Hugo Cabret
Melhores Efeitos Visuais – A Invenção de Hugo Cabret

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

FILME / MOVIE: J. Edgar / J. Edgar

 
É a cinebiografia de John Edgar Hoover (1895-1972), encarnado por Leonardo DiCaprio, um dos responsáveis pela criação do FBI – Federal Bureau of Investigation – que se tornou um homem poderoso, temido e admirado durante várias décadas, administrou o FBI durante 48 anos e deixou um grande legado. Hoover decide então, contar a sua história pessoal que se confunde com a história do FBI e pede para sua secretária (Naomi Watts) que encontre um agente para datilografar a narrativa ...

E essa, faz uso de flashbacks intercalando o passado e o presente para entendermos a trajetória profissional daquele que ocupou o cargo de diretor do FBI durante 37 anos, sustentou-se no poder durante os mandatos de 08 presidentes e a sua vida pessoal, seus segredos e medos e os conflitos com a própria imagem.

Dotado de uma personalidade controversa, amarga e cruel, recheada de preconceitos, inteligente e estratégico, Hoover tinha uma luta pessoal contra o que considerava ameaça a si e ao país, passava por cima de qualquer coisa que estivesse em seu caminho.

O filme não ameniza os aspectos negativos do homem e, sem qualquer julgamento moral, não deixa dúvidas quanto a sua sexualidade.

Voltemos aos idos de 1919, Hoover ainda novo era um agente do Departamento de Justiça e é designado para investigar atentados comunistas contra os membros do departamento. A partir daí, alçou voos até fundar o FBI em 1935, subordinado ao departamento de justiça americano, quando Hoover dirigia o então departamento responsável pelas investigações de crimes federais.

Foram os anos de crimes nos EUA, década de depressão na economia, a lei seca e de bandidos que exerciam admiração e fascínio no imaginário da população, como John Dillinger, Pretty Boy Floyd, Kate “Ma”Banker, George “Machine Gun”, Kelly , Baby Face Nelson, dentre outros, todos foram presos ou mortos pelo FBI sob o comando de Hoover.

A partir daí, criou-se uma áurea de patriotismo inflexível, aversão à desordem, ao comunismo e a qualquer ideal que ameaçasse a integridade dos EUA.

Deixou como legado o uso da ciência nas investigações criminais e a imagem construída sem retoques de ações covardes, histórico de chantagens, perseguições e intimidações e o relacionamento de uma vida inteira com Clyde Tolson (Armie Hammer) que foi o seu vice no FBI e seu grande amor, confidente e conselheiro até o fim de seus dias.

O longa acerta na convincente maquiagem de envelhecimento usada por DiCaprio que dá força e veracidade aos momentos de Hoover mais velho e obeso. Destaque para atuação competente de DiCaprio.

A produção e direção é de Clint Eastwood. EUA / 2011. Vale a pena conferir.